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São Paulo 1932
São Paulo 1932 Mémoria, Mito e Identidade
  • ISBN: 9788579390036
  • Editora: Alameda
  • Edição: 1 º Edição
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: 14x21 cm
  • Paginas: 350
  • Autor(s): Marco Cabral dos Santo
  • Ano Publicação: 2010
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  • Livro sujeito à disponibilidade da editora.
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Mémoria, Mito e Identidade

De

A cidade de São Paulo ostenta múltiplos signos de celebração da “guerra civil” de 1932. Duas de suas maiores avenidas foram batizadas com datas que fazem alusão ao conflito: 9 de julho e 23 de maio. Naquilo que diz respeito diretamente à revolução e seus desdobramentos simbólicos, a construção do evento acabou se tornando o grande mito da história estadual, cuja memória começou a ser construída imediatamente após a deflagração da guerra. Este livro procura estudar e refletir sobre esse período através da análise minuciosa dos historiadores Marco Cabral dos Santos e André Mota. São Paulo 1932, além de escrever uma história da “revolução”, mostra alguns de seus contornos figurando como importante elemento constitutivo de uma suposta identidade paulista e de sua memória coletiva. Dividido em quatro capítulos, o livro aborda temas específicos que, em conjunto, convergem para a avaliação do movimento armado de 1932 sob o olhar da constituição de uma memória oficial, confirmada por finalidades políticas bem definidas. O episódio da Revolução de 32 evidenciou as tensões entre o papel desempenhado por São Paulo na construção da nação e suas aspirações frustradas com a Revolução de 1930. A memória estabelecida desde então guarda uma correspondência com o complexo quadro político e social que culminou com a guerra civil ou seja, o mito da “excepcionalidade paulista”, calcado em sua constituição racial e sócio-cultural diferenciada. Este livro busca interpretar a identidade paulista, por meio de uma junção entre as mudanças corporativas vividas pelos médicos, com a luta entre as especialidades e as propostas centralizadoras vindas do novo governo. Por esse contexto, se para muitos aquele momento correspondia a uma “crise profissional”, para outros foi uma oportunidade de abrir espaço para a sua área de atuação e participação nos projetos médicos e sanitários vigentes.